terça-feira, 8 de junho de 2010
O desafio de Ortiz
terça-feira, 1 de junho de 2010
J.B. Telles: o titular das copas
segunda-feira, 31 de maio de 2010
A Era do Radioteatro
Chega em boa hora o livro “A Era do Radioteatro” (R$ 35,00), que leva a assinatura do professor universitário Roberto Salvador. A obra, com 340 páginas, relata as encenações radiofônicas no Rio de Janeiro com histórias , depoimentos e fotos de época, lembrando a contribuição de atores, produtores, roteiristas, sonoplastas, músicos e técnicos para este tipo de lazer e entretenimento, tão difundido, principalmente nos anos 1940, 1950 e 1960. O selo é da Gramma Editora (www.grammanet.com.br).
Esta obra se soma a algumas já existentes, a exemplo de “Bem Lembrado” (Raquel Grabauska e Mirna Spritzer), que fala sobre o radioteatro em Porto Alegre, e “O Que é Radioteatro” (Ricardo Medeiros), que traça um panorama do gênero desde os tempos do folhetins até a chegada das histórias em série no meio radiofônico.
Outra boa notícia é o anúncio da constituição do Núcleo de Radiodramaturgia das rádios Nacional e MEC, ligadas à EBC, Empresa Brasileira de Comunicação. Nesta parceria consta a SOARMEC – Sociedade de Amigos Ouvintes da Rádio MEC. Com a constituição do núcleo, a idéia é a produção e encenação de peças completas e radionovelas, com o apoio de diversas instituições, como escolas de teatro, grupos de teatro amador, comunitário e universitário.
sábado, 3 de abril de 2010
As pessoas têm gostos e votades

O rádio surge oficialmente nos anos 1920 e se torna a sensação das massas. Algum tempo depois, o veículo começa ser analisado com profundidade, nos anos 1940, pelo matemático, sociólogo e estudioso dos meios de comunicação, Paul Lazarsfeld. Ele fez uma pesquisa com sua equipe a respeito dos efeitos desta mídia sobre as pessoas. Ao contrário de outras opiniões, a conclusão geral foi que o meio de comunicação possuía um poder limitado.
Em relação ao radioteatro, ele chegou à posição que as radionovelas (soap-opera-em inglês) e as publicidades inseridas nelas não atingiam as pessoas como indivíduos sem gostos e vontades. Isto é, a persuasão e sedução emanadas do aparelho de rádio não tornavam as pessoas vítimas fatais.
Outra conclusão foi que os ouvintes não se interessavam todos da mesma forma pelas encenações. Havia pessoas que acompanhavam a dramaturgia todos os dias, enquanto que outras as ouviam apenas alguns dias da semana.
Os ouvintes também não se expunham da mesma maneira. Muitos ficavam “colados” ao rádio durante dois ou três períodos da jornada. Por outro lado, havia pessoas que decidiam ouvir novelas apenas em um período: manhã, tarde ou à noite.
Em se tratando de publicidade, no momento das novelas de rádio, é preciso dizer, conforme Lazarsfeld, que uma parte do público levava mais tempo que outros ouvintes para fazer escolhas entre os produtos e marcas anunciadas. As decisões levavam em conta igualmente a opinião de parentes e amigos que estivessem juntos acompanhando os folhetins eletrônicos.
Paul Lazarsfeld iniciou sua formação acadêmica na Universidade de Viena, na Áustria, onde obteve, em 1925, o título de doutor em matemática. No ano de 1933 ele foi morar nos Estados Unidos, quando assumiu a direção do Gabinete de Pesquisa Radiofônica na Universidade de Princeton.
Em 1940, Paul Lazarsfeld virou professor do departamento de sociologia da Universidade de Columbia, instituição na qual desenvolveu outras diversas pesquisas na área da comunicação. Entre os livros publicados por ele estão: The People’s Choice, Radio Listening in America e Voting.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
No tempo da Sessão das moças

Em mais um livro resgatando a história contemporânea de Florianópolis, o escritor e jornalista Ricardo Medeiros agora traz à baila as moças recatadas e as moças audaciosas de uma cidade que já não volta mais. Naquele tempo o lazer era a praia, uma voltinha pelo Centro, os bares e os clubes. Outros divertimentos eram o cinema – com a memorável Sessão das Moças – e o rádio. As pessoas curtiam muito as radionovelas da Diário da Manhã, encaradas como coisa de mulher. Sobre esse passado, gostosamente descrito pelo autor, podemos aqui nos deliciar.
Ricardo Medeiros com este livro nos transporta a uma época de Florianópolis que hoje nos parece encantada. É como se embarcássemos na máquina do tempo do dr. Papanatas, das antigas histórias em quadrinhos do Brucutu, para rever a bucólica cidade da década de 60 do século passado. E lá estão as suas praias, os seus cinemas, os seus bares, os seus clubes, as suas casas de meretrício, os jornais, revistas e rádios, as figuras proeminentes e as moças ousadas ou recatadas (mas nem tanto assim). Para a minha geração, no auge da juventude, a cidade era provinciana e atrasada e o que mais almejávamos era a chegada das férias para poder viajar para o Rio ou São Paulo, as efervescentes metrópoles daqueles anos de ouro, com suas múltiplas atrações. Só que vivíamos aqui o melhor dos mundos possíveis e não nos dávamos conta disso. Com No Tempo da Sessão das Moças o leitor que viveu aquele período pode reavivar as suas lembranças e os que não viveram vão se deparar com usos e costumes que não mais existem, mas que são inesquecíveis.
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Adquira o seu ingresso, pois, e peça para aquela moça que você estava flertando no footing para reservar um bom lugar com antecedência na plateia (que certamente estará cheia), pois o que menos se faz numa sessão das moças é assistir aos filmes. Raul Caldas Filho
Matéria publicada em http://www.insular.com.br/product_info.php?products_id=553&osCsid=9c788038abd840a8cdfc43d78980daa3
